sexta-feira, 17 de novembro de 2017

João Donato

João Donato de Oliveira Neto, mais conhecido apenas como João Donato, é um instrumentista (pianista e acordeonista), arranjador, cantor e compositor brasileiro.

Filho de um major da aeronáutica, nasceu em Rio Branco no dia 17 de agosto de 1934, mas ainda pequeno mudou-se para o Rio de Janeiro. Ainda na adolescência demonstrou ter mais intimidade com a música que com os estudos regulares, que abandonou em 1949. Seu círculo de amizade era composto por músicos que se reuniam nos bares cariocas para tocar violão e, claro, falar de música. Nos anos 50, freqüentou o Sinatra-Farney Fan Clube, na Tijuca, zona norte carioca, que durou apenas 17 meses, considerado por muitos estudiosos como uma escola para toda a geração que mais tarde criaria a Bossa Nova.

Donato foi amigo de todos os expoentes do movimento bossanovista, como João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Johnny Alf, entre outros, mas nunca se encaixou dentro desse rótulo.Pelo contrário, era considerado um músico excêntrico que tocava para si e não para os contra baixistas e bateristas que tentavam lhe acompanhar ao acordeão, piano ou trombone. Também na década de 50, João Donato se muda para os Estados Unidos onde permanece durante 13 anos e realiza o que nunca tinha conseguido no Brasil: reincorporar a musicalidade afro-cubana ao jazz. Grava o disco A Bad Donato e compõe músicas como "Amazonas", "A Rã" e "Cadê Jodel". Retorna ao Brasil, reencontra a música brasileira que estava sendo feita no país, mas não abandona sua paixão pela fusão entre o jazz e ritmos caribenhos.Como arranjador participou de discos de grandes nomes da MPB como Gal Costa e Gilberto Gil.

João Donato de Oliveira Neto nasceu em Rio Branco, capital do Acre, no dia 17 de agosto em 1934. Seu pai, também chamado João Donato, era piloto de avião e nas horas vagas executava vôos domésticos sobre o bandolim. A mãe cantava e a irmã mais velha, Eneyda, estudava para ser concertista de piano. O caçula, Lysias, pendeu para as letras e acabaria se tornando o principal parceiro nas composições do irmão.

O primeiro instrumento de João foi o acordeão, no qual, aos oito anos, compôs sua primeira música, a valsa “Nini”. Antes de completar 12 anos, o pai presenteou-lhe com acordeões de 24 e 120 baixos. Em 1945, Donato pai é transferido, e a família tem de deixar Rio Branco rumo ao Rio de Janeiro.

Em pouco tempo, o circuito musical passava a ser o das festas de colégios da Tijuca e adjacências. Tentou a sorte no programa de Ary Barroso. Intransigente, Ary rodou o tabuleiro da baiana e sequer quis escutá-lo, sob a alegação de que “não gostava de meninos-prodígio”. Sorte que havia ouvidos mais atentos.

Ao profissionalizar-se, em 1949, aos 15 anos, Donato ostentava no currículo as mitológicas jam-sessions realizadas na casa do cantor Dick Farney e no Sinatra-Farney Fã Club, do qual era membro. Johnny Alf, Nora Ney, Dóris Monteiro, Paulo Moura e até Jô Soares, no bongô, estavam entre os componentes destas vitaminadas jams.

Na primeira gravação em que participa, como integrante da banda do flautista Altamiro Carrilho, Donato toca acordeão nas duas faixas do 78 RPM: “Brejeiro”, de Ernesto Nazareth, e “Feliz aniversário”, do próprio Altamiro. Pouco depois, migra para o grupo do violinista Fafá Lemos, como suplente de Chiquinho do Acordeão.

Década de 50

A partir de 1953, agora como pianista, Donato passa a comandar suas próprias formações instrumentais,– Donato e seu Conjunto, Donato Trio, o grupo Os Namorados – com quem lança, em 78 RPM, versões instrumentais para standards da música americana (como “Tenderly”, sucesso de Nat King Cole) e brasileira (como “Se acaso você chegasse, do sambista gaúcho Lupicinio Rodrigues).

Três anos depois, a Odeon escala um iniciante para fazer a direção musical de “Chá Dançante” (1956), primeiro LP de Donato e seu conjunto. Um certo Antonio Carlos - que depois virou nome de aeroporto – pilotaria o disco do filho do aviador. O repertório escolhido por Tom Jobim era mesmo para decolar em qualquer baile de debutante: “No rancho fundo” (Lamartine Babo – Ary Barroso), “Carinhoso” (Pixinguinha – João de Barro), “Baião” (Luiz Gonzaga – Humberto), “Peguei um ita no norte” (Dorival Caymmi).

Em seguida, Donato passa uma temporada de dois anos em São Paulo. Quando volta ao Rio, a Bossa Nova estava deflagrada. O próprio João Gilberto revelou por aí que tirara a batida de violão revolucionária ao ver Donato tocar piano. Naquele mesmo 1958, grava “Minha saudade” e “Mambinho”, parcerias entre Joões Donato e Gilberto.

A convite de Nanai (ex integrante do grupo Os Namorados) parte para uma temporada de seis semanas em um cassino Lake Tahoe (Nevada) Donato relativizou a influência do Jazz, comungou a música do Caribe como integrante das orquestras de Mongo Santamaría, Johnny Martinez, Cal Tjader e Tito Puente. E até excursionou com João Gilberto pela Europa.

Década de 60

1962, hora de regressar ao Brasil. Ao menos no tempo justo de conceber dois clássicos sempre em voga da música instrumental brasileira – “Muito à vontade” (1962) e “A Bossa muito moderna de João Donato” (1963), ambos pela Polydor, relançados no começo dos anos 2000 em CD pela Dubas. É Donato ao piano, Milton Banana na bateria, Tião Neto no baixo e Amaury Rodrigues, na percussão.

Sobre “Muito à vontade”, o jornalista Ruy Castro escreveu, por ocasião de seu relançamento em CD: “foi o seu primeiro disco ao piano e o primeiro mesmo para valer, com nove de suas composições entre as 12 faixas (...). Donato, que estava morando nos Estados Unidos durante a explosão da Bossa Nova, era uma lenda entre os músicos mais novos - para alguns, pelas histórias que ouviam, ele devia ser algo assim como o curupira ou a cobra d'água. Este disco abriu-lhes novos horizontes e devolveu Donato a um movimento que ele, sem saber, ajudara a construir”. Estão lá “Muito à vontade”, “Minha saudade”, “Sambou, sambou”, “Jodel”.

“A Bossa muito moderna” introduz mais alguns temas originalmente instrumentais que, muitos anos depois, se tornariam obrigatórios em qualquer cancioneiro da MPB. Entre elas “Índio perdido”, que viraria “Lugar comum”, ao receber letra de Gilberto Gil. Gil também é parceiro nos versos que transformariam “Villa Grazia” em “Bananeira”. Já “Silk Stop” é o tema original sobre o qual Martinho da Vila escreveria “Gaiolas Abertas”. A influência da música cubana é evidente em “Bluchanga”, dos tempos em que Donato tocava com Mongo Santamaría.

Arruma a pianola e volta para os EUA. Desta vez, a temporada se estenderia por quase uma década. Trabalhou com Nelson Riddle, Herbie Mann, Chet Baker, Cal Tjader, Bud Shank, Armando Peraza, etc. Formou, ao lado de João Gilberto, Jobim, Moacir Santos, Eumir Deodato, Sergio Mendes e Astrud Gilberto, o time dos que tornaram o Brasil de fato reconhecido internacionalmente por sua música.

“Piano of João Donato: The new sound of Brazil” (1965) e “Donato / Deodato” (1973) saíram pela RCA e permanecem fora do catálogo no Brasil. Mas o disco que melhor representa a segunda temporada americana é “A Bad Donato” (1970), feito para o selo Blue Thumb, da California, e relançado em CD pela Dubas. Gravado em Los Angeles, “A Bad Donato” condensa funk, psicodelia, soul music, sons afro-cubanos, jazz fusion. Um Donato dançante, repleto de groove e veneno sonoro – antenadíssimo com o experimentalismo do sonho californiano - , considerado um dos 100 melhores discos de todos os tempos pela Revista Rolling Stone.

Década de 70

No Natal de 72, Donato deu uma passada no Rio e foi até a casa do compositor Marcos Valle. Quem também apareceu por lá foi o cantor Agostinho dos Santos, que sugeriu a Donato letrar suas criações instrumentais. Foi a senha para que os irresistíveis temas de Donato ganhassem contornos de canção popular. Valle aproveitou para convida-lo a gravar um novo disco no Brasil, com o repertório formado a partir deste novo cancioneiro. João estava de volta, absolutamente reinventado.

Donato conta como foi à jornalista Lia Baron: “Eu ia gravar instrumental dentro de alguns dias e o Agostinho dos Santos falou: ‘Vai gravar tocando piano de novo? Todo mundo já ouviu isso. Se fosse você, eu gravaria cantando”. Atendida a sugestão, Donato deixa de ser integrante exclusivo da seara instrumental e entra para a MPB. Além de Gil, Martinho e Lysias, Chico Buarque, Caetano Veloso, Cazuza, Arnaldo Antunes, Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro, Ronaldo Bastos, Abel Silva, Geraldo Carneiro e até o poeta Haroldo de Campos e o fonoaudiólogo e escritor Pedro Bloch tornaram-se parceiros de João.

O disco “Quem é quem”, lançado pela Emi, em 1973 traz as músicas “Terremoto”, “Chorou, chorou” (ambas com letra de Paulo César Pinheiro”), “Até quem sabe” (com Lysias), “Cadê Jodel?” (com Marcos Valle). Até Dorival Caymmi manda uma música inédita, “Cala a boca, Menino”. Em carta enviada a João Gilberto, em 13 de setembro de 73, Donato não esconde o entusiasmo: “É o meu melhor trabalho em discos até o momento, tendo-se em conta o tempo que demorou, o que demonstra o máximo cuidado com que tudo aconteceu. E o resultado é um disco que eu simplesmente acho adorável”. Também foi considerado um dos 100 melhores discos de todos os tempos pela Revista Rolling Stone. Em 2008 “Quem é Quem” foi tema de programa inteiramente dedicado a ele, pelo Canal Brasil, apresentado por Charles Gavin; e de livro escrito pelo produtor e músico Kassim.

O álbum seguinte, “Lugar comum” (1975), pela Philips, dá seqüência ao Donato vocalista, com a maior parte do repertório formado por ex-temas instrumentais. Há parcerias com Caetano Veloso (“Naturalmente”), Gutemberg Guarabyra (“Ê menina”), Rubens Confete (“Xangô é de Baê”). Só com Gil são oito, entre elas “Tudo tem”, “A bruxa de mentira”, “Deixei recado”, “Que besteira”, “Emoriô” e pelo menos dois standards para qualquer antologia da canção popular: a faixa-título e “Bananeira”.

No texto que preparou para o lançamento em CD de “Lugar comum”, pela Dubas, Donato revisita um certo dia de verão nos anos 70, na casa de Caetano. Ele se aproximara dos baianos a ponto de fazer a direção musical do show “Cantar”, de Gal Costa, registrado em disco no ano anterior: “Tava todo mundo: Bethânia, Gal, Caetano com Dedé e Moreno (...). Eles tinham meus dois discos “Muito à vontade” e “A bossa muito moderna” e eu sempre provocava, desafiando eles a fazer as letras. Quando surgiu essa melodia, o Gil inventou que era “bananeira não sei / bananeira sei lá (...)”. Daí eu disse: “quintal do seu olhar”. E ele: “olhar do coração. Como se fosse um ping-pong na segunda parte”.

Lembram daquela excursão que Donato fez à Europa com João Gilberto, logo depois da primeira temporada americana? Pois foi num vilarejo italiano que a bananeira foi plantada. Donato explica: “As minhas primeiras letras surgiram a partir desses temas instrumentais já gravados, que eu pensava que não iam ter letra nunca. “Bananeira” era “Villa Grazia”, o nome da pousadinha onde a gente ficou em Lucca, na Itália, acompanhando o João Gilberto numa temporada (...). Noventa e nove por cento das minhas músicas instrumentais trocaram de nome, por causa da letra”.

Década de 90

Depois desse período, Donato ficou quase vinte anos sem gravar. O mainstream da época parecia não absorver o que, felizmente, a turma pop começou a enxergar a partir dos anos 90. A volta de João ao mundo do disco acontece em 1996 (ele lançara apenas o instrumental e ao vivo “Leilíadas”, pela Philips, em 86), com o álbum “Coisas tão simples”, produzido por João Augusto, para a EMI. O disco traz “Doralinda”, parceria com Cazuza, além de novas colaborações com Lysias (“Fonte da saudade”), Norman Gimbel (“Everyday”), Toshiro Ono (“Summer of tentation”).

De lá para cá, Donato tem lançado seus álbuns sobretudo por três gravadoras independentes: Pela Lumiar, de Almir Chediak: “Café com pão” (com o baterista Eloir de Moraes, 1997); “Só danço samba” (1999); os três volumes da coleção Songbook (1999), além de “Remando na raia” (2001), encontro com Emilio Santiago (2003) e o reencontro com Maria Tita (2006). Na Deckdisc, faz “Ê Lalá Lay-Ê” (2001), “Managarroba” (2002) e o instrumental “O piano de João Donato”, produzidos pelo roqueiro Rafael Ramos, além do disco gravado com Wanda Sá (2003).

Pela Biscoito Fino, saíram os encontros instrumentais com Paulo Moura (“Dois panos pra manga”, 2006) e Bud Shank (“Uma tarde com”, este também em DVD). Pela Biscoito, Donato fez ainda o DVD “Donatural” (2005), onde recebe – em gravação ao vivo no Espaço Sérgio Porto, no Rio – diversas gerações de parceiros: de Gilberto Gil ao DJ Marcelinho da Lua; de Emilio Santiago a Marcelo D2; de Leila Pinheiro a Joyce, com direito a Ângela Rô Rô e o filho Donatinho, fera dos teclados e dos samplers.

João Donato vive no bairro da Urca, no Rio. Ele é casado com a jornalista Ivone Belem, desde 2001. É pai de Jodel, Joana e Donatinho.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Guiomar Novaes

Nascida em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, filha de Ana de Carvalho Meneses e de Manuel José da Cruz Novaes, Guiomar foi a décima sétima dos dezenove filhos do casal.
A família logo estabeleceu-se em São Paulo.
Guiomar Novaes (São João da Boa Vista, 28 de fevereiro de 1894 — São Paulo, 7 de março de 1979) foi uma pianista brasileira que construiu sólida carreira no exterior, particularmente nos Estados Unidos. Ficou especialmente conhecida pelas suas interpretações das obras de Chopin e Schumann. Foi importante divulgadora de Villa-Lobos no exterior.

O piano, presente em sua casa e utilizado nas aulas de suas irmãs, despertou o interesse de Guiomar, que, aos quatro anos, começou a tocá-lo de ouvido. Aos seis anos, a menina passou a tomar aulas com Eugenio Nogueira, professor paulista, e ingressou, por vontade própria, no jardim de infância. Desde os primeiros dias escolares, acompanhava, ao piano, as canções entoadas pelas colegas.

Mais tarde, Guiomar Novaes passou a tomar aulas com Luigi Chiaffarelli, um importante mestre italiano, considerado o responsável pelo seu desenvolvimento artístico. Chiaffarelli também foi professor de inúmeros pianistas que alcançaram fama no país e no exterior. A menina Guiomar Novaes, vizinha de Monteiro Lobato, foi quem inspirou o escritor a criar a encantadora personagem Narizinho, a "menina do nariz arrebitado" do Sítio do Picapau Amarelo.

Em 1902, com oito anos, Guiomar Novaes apresentou-se publicamente pela primeira vez como artista. Em outubro de 1909, com o auxílio do Governo do Estado de São Paulo, partiu para a Europa, para estudar em Paris.

Ao desembarcar na França, Guiomar foi convidada para visitar uma compatriota que desejava ouvi-la: era a Princesa Isabel, também pianista, que vivia próximo a Versalhes, no exílio. Foi a Princesa Isabel quem estimulou Guiomar a incluir em seu repertório a Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro, composição de Louis Moreau Gottschalk. Guiomar frequentemente tocava a Grande Fantasia Triunfal nos recitais que fazia no exterior, evidenciando assim sua nacionalidade e contribuindo para o reconhecimento internacional do Brasil.

Na capital francesa, Guiomar inscreveu-se para prestar provas no Conservatório de Paris; havia 387 candidatos para duas vagas para estrangeiros.
 Realizou a primeira prova em 18 de novembro de 1909. Após rígida seleção, o número de candidatos baixou para trinta. A segunda prova deu-se em 25 de novembro.

A comissão julgadora era formada por músicos como Claude Debussy, Moszkowski e Fauré.
 Durante o primeiro exame, ela tocou Carnaval de Schumann, um estudo de Liszt-Paganini e a 3ª Balada de Chopin. No segundo exame, quebrando o protocolo dos concursos do Conservatório o juri pediu a repetição da 3a. Balada de Chopin.

Eu estava voltado para o aperfeiçoamento da raça pianística na França...; a ironia habitual do destino quis que o candidato artisticamente mais dotado fosse uma jovem brasileira de treze anos. Ela não é bela, mas tem os olhos 'ébrios da música' e aquele poder de isolar-se de tudo que a cerca - faculdade raríssima - que é a marca bem característica do artista
Após ser admitida em primeiro lugar, por unanimidade, estudou no Conservatório com o mestre húngaro Isidore Philipp, que afirmou não ter ensinado nada à aluna e sim aprendido com ela. Em julho de 1911, na prova de encerramento do curso do Conservatório de Paris, Guiomar venceu a prova, que contava com 35 concorrentes, e ganhou o Primeiro Prêmio - que compreendia a quantia de 1200 francos e um piano de cauda.

Depois de conquistar o primeiro prêmio e deixar o Conservatório de Paris, Guiomar teve diversos oferecimentos de contratos, tocando em Paris, Londres (sob a regência de Henry Wood), Genebra, Milão e Berlim. Sua estreia oficial foi uma apresentação acompanhada de uma orquestra regida por Gabriel Pierné.
 Em 1913, retornou ao Brasil e se apresentou no Teatro Municipal de São Paulo e no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Em 1914, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, Guiomar cancelou todos os compromissos na Europa e continuou apresentando-se no Brasil.
Em 191, fez sua estreia nos Estados Unidos, onde realizou fantástica temporada, tocando em Nova Iorque, Boston, Chicago, Norfolk, Newport e outras cidades norte-americanas, sendo aclamada pela crítica estadunidense, que a chama de Lady of the Singing Tone. Henry T. Finck, famoso crítico musical norte-americano, considerou-a a mais inspirada pianista.
Em janeiro de 1919, Guiomar perdeu sua mãe e companheira D. Anna, mas não deixou de encantar as plateias americanas.
Em agosto de 1919, retornou ao Brasil, onde foi acolhida festivamente, recebendo o reconhecimento de seus compatriotas.
Em novembro de 1919, parte Estados Unidos, iniciando a temporada 1919-1920.

Em dezembro de 1920, está no Brasil e oficializa seu noivado com o namorado, o arquiteto e compositor Octávio Pinto. Em 1921, Guiomar está nos Estados Unidos.
Em 1922 Guiomar participou da Semana de Arte Moderna – evento que revolucionou as artes brasileiras, marcando a chegada do modernismo –, apesar de um pouco contristada com as paródias feitas a Chopin no 1º Festival da Semana de 22.
Também em 1922, Guiomar casa-se com Octávio Pinto.
O casal teve dois filhos: Anna Maria e Luís Octávio. A partir de 1922, Guiomar passou a incluir nos seus recitais as obras de Villa-Lobos, tornando-se importante divulgadora desse seu compatriota nos Estados Unidos.

A partir daí, Guiomar alternou idas aos Estados Unidos e voltas ao Brasil.
Em 1938, tocou para o presidente Franklin Delano Roosevelt.
A imprensa americana a reconheceu como a melhor pianista do mundo.
Em 1950, morreu Octávio Pinto, seu marido e incentivador, que ficou no Brasil para cuidar de problemas cardíacos. Guiomar sentiu-se profundamente abalada, chegando a cogitar um fim de carreira, mas logo estava de volta aos palcos, fortalecendo-se com a música.

Em 1967, foi escolhida, entre vários artistas do mundo, para participar dos eventos de inauguração do Queen Elizabeth Hall (inaugurado oficialmente em março de 1967 por English Chamber Orchestra e Bemjamin Britten, regente), convidada pela rainha Elisabete II do Reino Unido para um recital em 30 de abril de 1967, coroado de sucesso.Nas décadas de 1960 e 1970, Guiomar foi condecorada com diversos títulos, medalhas, insígnias e comendas, e homenagens como a Ordem Nacional do Mérito, concedida pelo governo brasileiro, além de ter sido elevada ao grau de Cavaleiro da Legião de Honra de França. 1972 é o ano da sua última temporada nos Estados Unidos.

Em janeiro de 1979, a pianista sofreu derrame cerebral e seu estado de saúde passou a inspirar cuidados. Guiomar Novaes morreu em 7 de março de 1979, aos 85 anos, às oito horas da noite, em São Paulo, vítima de infarto do miocárdio. Todos os grandes jornais americanos publicaram um anúncio fúnebre intitulado In Tribute to GUIOMAR NOVAES. Seu velório aconteceu na Academia Paulista de Letras. Foi enterrada no Cemitério da Consolação, em São Paulo, em 8 de março, ao som da Marcha Fúnebre, da Sinfonia Eroica, de Beethoven.

Magdalena Tagliaferro

Magdalena Maria Yvonne Tagliaferro (19 de janeiro de 1893 a 9 de setembro de 1986) foi uma pianista brasileira de pais franceses.
Magdalena Tagliaferro nasceu em Petrópolis, Brasil. Seu pai, que estudou piano com Raoul Pugno em Paris, era professor de voz e piano no Conservatório de São Paulo.
Ele foi seu primeiro professor.
O violoncelista Pablo Casals ouviu Tagliaferro jogar em São Paulo quando tinha onze anos, e ele a incentivou a estudar no Conservatório de Paris.
 Ela foi para Paris com seus pais. Seu pai providenciou que ela jogasse para Pugno, que ficou impressionada e recomendou ela a Antonin Marmontel no Conservatório.
Ela entrou no Conservatório em 1906 na classe de Marmontel e recebeu o primeiro prêmio (o mais alto prêmio de interpretação) em 1907.
Posteriormente, estudou com Alfred Cortot e os dois permaneceram amigos pelo resto de sua vida.
Ela desenvolveu uma reputação para se esforçar para a realização dos ideais musicais exemplificados por Cortot: uma perfeita união de clareza e ternura, força interior e emoção e equilíbrio clássico na formação das obras que estão sendo interpretadas.
Durante seus estudos no Conservatório, o diretor, Gabriel Fauré, convidou-a em um curto passeio com ele. Mais tarde, ela realizou muitas de suas composições.
Durante sua carreira, seus compromissos de recitação a levaram ao centro musical de mais de 30 países na Europa, África, América e Ásia.
Ela também foi muito ativa como solista, atuando com muitas orquestras líderes e atuou com vários maestros ilustres, incluindo Felix Weingartner, Issay Dobrowen, Pierre Monteux, Wilhelm Furtwängler, Hans Knappertsbusch, Paul Paray, Vincent d'Indy e Désiré-Émile Inghelbrecht.
Outros artistas solistas, como Cortot, Jacques Thibaud, George Enescu, Jules Boucherit e Pablo Casals se apresentaram com ela em recitais conjuntos.
Os compositores a procuraram para as estréias de suas obras, às vezes especificamente pretendendo que Tagliaferro seja o primeiro artista a realizar suas composições.
 Ela, por sua vez, se aplicou para realizar novas obras de compositores como Reynaldo Hahn, Jean Rivier, Gabriel Pierné e Heitor Villa-Lobos.
Tagliaferro também teve uma carreira distinta como pedagoga.
Ela ensinou no Conservatório de Paris de 1937 a 1939, onde a pianista polonesa Władysław Kędra estava entre seus alunos, convidada por ela quando o ouviu jogar enquanto julgava o III Concurso Internacional de Piano Chopin em Varsóvia, na Polônia, em fevereiro-março de 1937.
Ela também criou sua própria escola em Paris e depois no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Ela deu inúmeras masterclasses em muitos países e criou uma competição de piano.
Seus muitos estudantes incluíram Pnina Salzman, Jeanne Demessieux, Lycia de Biase Bidart, Flavio Varani, Cristina Ortiz, Maria Teresa Naranjo Ochoa, Jorge Luis Prats e James Tocco.
Tagliaferro manteve uma capacidade aclamada pela crítica para o jogo maravilhosamente criado em seus anos noventa. Ela morreu no Rio de Janeiro, no Brasil.

Sebastião Tapajós

Sebastião Tapajós Pena Marcião (Alenquer, 16 de abril de 1942) é um violonista e compositor brasileiro.

Nascido em Alenquer, mudou-se para Santarém ainda pequeno. Começou ainda criança a estudar violão. Em 1964, foi estudar na Europa. Formou-se pelo Conservatório Nacional de Música de Lisboa, em Portugal. Na Espanha, estudou guitarra com Emilio Pujol e cursou o Instituto de Cultura Hispânica. Realizou recitais nesses dois países. Regressando ao Brasil, recebeu a cadeira de violão clássico do Conservatório Carlos Gomes de Belém, onde lecionou até julho de 1967.

Ao longo de sua carreira, o artista já tocou com nomes conhecidos da MPB como Hermeto Pascoal, Jane Duboc, Zimbo Trio, Waldir Azevedo, Paulo Moura, Sivuca, Maurício Einhorn e Joel do Bandolim, e internacionais como Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson e Paquito D'Rivera.

Em 1998 compôs a trilha sonora do longa-metragem paraense Lendas Amazônicas.

Tapajós é um músico consagrado na Europa, onde se apresentou um sem-número de vezes durante as últimas décadas, particularmente na Alemanha, e já lançou mais de cinquenta discos. Tendo uma sólida carreira internacional, o violonista vem realizando todos os anos pelo menos duas turnês internacionais. Todos os seus discos têm sido relançados em CD em vários países.

Em 2005 estreou, ao lado da bailarina Carmen Del Rio, o espetáculo O Violão e a Bailarina, no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro. O show contou com a participação especial do contrabaixista paraense Ney Conceição.

Além de sua obra como instrumentista, é autor de várias canções, em parceria com Marilena Amaral, Paulinho Tapajós, Billy Blanco, Antonio Carlos Maranhão, Avelino V. do Vale e outros compositores.

Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Emílio Santiago, Miltinho, Pery Ribeiro, Jane Duboc, Maria Creuza, Fafá de Belém, Nilson Chaves, Ana Lengruber e Cristina Caetano, entre outros.

Segundo V. A. Bezerra "o estilo de tocar de Sebastião Tapajós é vigoroso e incisivo, e o som que tira do instrumento é cheio e encorpado. Ele gosta de utilizar efeitos percussivos, variações de timbre (do som mais doce, tocando próximo à boca do instrumento, ao mais metálico, próximo ao cavalete do instrumento), sons harmônicos, repetição ritmada de acordes em ostinato e outros recursos."

Nos últimos anos, o violonista tem demonstrado um vigor impressionante compondo um grande número de novas obras, experimentando novas estéticas e revisando sua vasta produção. Em 2010 fez a direção artística do CD Cristina Caetano interpreta Sebastião Tapajós e Parceiros. Em seguida, em 2011, produziu e lançou os Cds Cordas do Tapajós e Conversas de Violões, com o amigo e parceiro Sérgio Ábalos. Já em 2012 lançou Suíte das Amazonas e remasterizou o clássico Painel, uma de suas obras mais conhecidas em todo o mundo. Em 2013 lançou e realizou turnê nacional com o CD Da Lapa ao Mascote, e lançou o DVD Sebastião Tapajós e amigos solistas (2013).

Em 16 de maio de 2013, Sebastião Tapajós recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade do Estado do Pará (UEPA). Ainda no mesmo ano, em 11 de novembro de 2013, recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).

Sebastião Tapajós vive hoje em Santarém, no Pará casado com Tanya Maria Souza de Figueiredo Marcião sua atual esposa.

Maurício Einhorn

Filho de imigrantes poloneses, os pais eram gaitistas
Começou a tocar gaita de boca aos cinco anos de idade, desde então se apresentando no colégio franco-brasileiro onde estudava até os 13 anos de idade.
A constância do músico com referência ao instrumento foi tanta que, já aos 10 anos, Einhorn começou a participar dos renomados programas radiofônicos de calouros da época, tais como "A Hora do Pato" e "Papel Carbono" (na Rádio Nacional); e mesmo o programa de Ary Barroso e das Gaitas Hering na Rádio Tupi, ao lado de Fred Williams e outros.

Ainda adolescente tocou em duos, trios e quartetos sendo que no início da década de 1950 introduziu-se nas linguagens dos estilos jazz e choro. Sua primeira gravação foi em 1952, quando, na música "Portate Bien" solou com um conjunto de gaitas Brazilian Rascals.
Apresentou-se com Waldir Azevedo e seu Regional na Rádio Clube do Brasil. Por volta de 1955 no Hotel América, já extinto, em frente ao Clube Hebraica conheceu Durval Ferreira durante um baile em que Maurício Einhorn tocava.
A primeira música dos dois, "Sambop", foi gravada em 1959 por Claudete Soares no LP "Nova Geração em Rítmo de Samba", em que fez participação.
Depois vieram: "Estamos aí" (com Durval Ferreira e Regina Werneck) gravada por Leny Andrade; "Tristeza de Nós Dois" ( com Durval Ferreira e Bebeto); "Batida Diferente", "Nuvem e Clichê" (todas com Durval Ferreira), "SamBlues" (com Durval Ferreira e Regina Werneck) e muitas outras.
Tocou com Vitor Assis Brasil em 1975 e atuou em várias gravações de Chico Buarque, Claudete Soares, Gilberto Gil e muitos outros. Participou das trilhas sonoras de diversos filmes.
Teve também destaque na bossa nova, movimento cuja influência mudou os rumos da MPB.

Na década de 1960, no ano de 1968, participou do Festival Internacional da Canção (da Rede Globo de Televisão) junto com o gaitista Toots, como também no festival da Rede Record de Televisão. Em 1972, a convite do músico brasileiro Sérgio Mendes, residente nos Estados Unidos, Einhorn foi para esse país e chegou a tocar com famosos expoentes do jazz como o guitarrista Jim Hall,o contrabaixista Ron Carter e o gaitista Toots Thielemans.
Com seus amigos, os pianistas brasileiros Eumir Deodato e João Donato gravou o disco "Donato/Deodato".
Em dezembro de 1972 retornou ao Brasil. Em 1973 gravou um compacto cujo tema foi o filme "O Último Tango em Paris" (na gravadora Tapecar).
Também lançou o LP de trilhas sonoras "The Oscar Winners". Em 1975 gravou para o selo Phillips um LP que deveria ter sido o primeiro a aparecer com o seu nome mas que, por razões comerciais, foi batizado com o nome "A Era de Ouro do Cinema".
Em 1976 fez parceria com o violonista Sebastião Tapajós. Em 1979 saiu o primeiro LP em seu nome, pela etiqueta Clam.
Lançou outros discos em 1984 e 1985 pela Interdisc na Argentina.
Em 1993 apresentou-se no SESC Pompéia em São Paulo de onde foram gravados as faixas para o seu quarto disco, pela etiqueta Tom Brasil.
Em 1996 gravou o CD "Os Solistas" ao vivo com Sebastião Tapajós, Gilson Peranzetta e Paulinho Nogueira depois, relançado pela Moviedisc.
Em 1996 gravou novamente com Sebastião Tapajós, Gilson Peranzetta e Altamiro Carrilho o CD independente "Nas Águas do Brasil".

Mostrou talento, técnica e criatividade na arte do uso da gaita em várias fases da história musical no Brasil, quais sejam, da MPB, os anos áureos do rádio, bossa nova, os grandes festivais, aos dias de hoje. Com mais de 62 anos de carreira, ainda leciona atualmente.
Costuma passar mais prática do que teoria em suas aulas.
O músico é amigo do belga Toots Thielemans, tido como o melhor gaitista do mundo.
A opinião de ambos é de que, para aprender-se a tocar o instrumento, mesmo que não em nível profissional, é necessário dedicar-se pelo menos uma hora por dia, "inclusive sábado, domingo e feriado".

No decorrer de sua carreira, o músico gravou com grandes astros da MPB, tais como Elizeth Cardoso, Maria Bethânia, Hermeto Pascoal, Chico Buarque, entre outros.

Consta do seu repertório a composição de mais de 400 músicas, das quais 40 foram gravadas.
E ainda continua na ativa. Da sua lista de alunos constam: Gabriel Grossi, brasiliense, e hoje integrante do grupo cujo líder é Hamilton de Holanda; Hélio Rocha, professor de gaita da Escola de Música de Brasília; Leonardo Medeiros, gaitista desde 1999 entre outros.

O músico já marcou presença em Brasília por diversas vezes, inclusive, no início da década de 1980, na Granja do Torto, residência oficial de Presidentes da República brasileiros, onde tocou em duo com o então presidente Figueiredo, que era "gaitista amador". Ele presenteou o então presidente com uma gaita, que, por sua vez, havia recebido de presente do famoso gaitista Toots Thielemans. A última apresentação na capital foi no Clube do Choro, por sugestão de Gabriel Grossi, no contexto de um projeto em homenagem a Waldir Azevedo. Além disso, a Escola de Música de Brasília também já desfrutou do conhecimento do mestre.

Edu da Gaita

Edu da Gaita foi um famoso guitarrista virtuoso no Brasil. Entre suas performances memoráveis ​​e mais de 200 gravações estão o "Moto Perpetuo" de Paganini (gravado em 1957) eo "Concerto Para Gaita e Orquestra" de Radamés Gnattali (realizado em 1958 à frente da Orquestra Sinfônica Brasileira), dedicado a ele. Seus dois LPs foram considerados o Melhor do Ano por críticos especializados. Os vários prêmios de música clássica que ganhou incluem o Euterpe e a Música Erudita. Ele também se apresentou extensivamente no rádio, como acompanhante das estrelas de seu período, e foi o solista do sexteto de Radamés Gnattali. Ele deu concertos através de Portugal, França, Inglaterra, Itália e América do Sul.

Às nove, ele ganhou um concurso interpretando "Études No. 3." de Chopin. Em 1933, Edu da Gaita mudou-se para São Paulo (São Paulo), realizando a harmônica na Rádio Cruzeiro do Sul. No ano que vem, instalou-se no Rio de Janeiro (Rio de Janeiro). Três anos depois, ele foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga, onde recebeu seu nome artístico por César Ladeira. Ele também atuou no Copacabana Palace Hotel, no Cassino da Urca e no Cassino Icaraí (em Niterói, no Rio de Janeiro). Em 1939 ele gravou pela primeira vez. A canção era "Canção da Índia" (Rimsky-Korsakov). Dez anos depois, Gaita tornou-se solista de várias orquestras sinfônicas quando começou a apreciar sua reputação incontestável.

Oscar Castro Neves

Oscar Castro Neves (Rio de Janeiro, 15 de maio de 1940) ou, como é conhecido internacionalmente, Oscar Castro-Neves, é um cantor, instrumentista, arranjador, compositor, produtor musical e diretor musical brasileiro. Como Antônio Carlos Jobim e João Gilberto, Oscar Castro-Neves surgiu no início dos anos de 1960 e é considerado por muitos uma das figuras que ajudou a estabelecer o movimento da bossa nova no mercado internacional, principalmente nos EUA.

Nasceu gêmeo de mais dois irmãos e cresceu no Rio de Janeiro. O seu primeiro instrumento foi um cavaquinho, enquanto o seu primeiro grupo musical foi uma parceria com seus irmãos: o pianista, Mário; o baixista, Iko; e o baterista, Léo. Seu primeiro sucesso foi com "Chora Tua Tristesa," aos 16 anos de idade.

Em 1962, apresentou-se em um concerto internacional de bossa nova no Carnegie Hall, em Nova Iorque; em seguida iniciou uma turnê junto a Stan Getz e Sérgio Mendes. Ele continuou trabalhando com diversos músicos bem conceituados; entre eles: Yo-Yo Ma, Michael Jackson, Barbra Streisand, Stevie Wonder, João Gilberto, Lee Ritenour, Airto Moreira, Toots Thielemans, John Klemmer e Diane Schuur, entre muitos outros.

Nos anos de 1970 e no início de 1980, participou do conjunto musical de Paul Winter. Por sete anos, Oscar dirigiu um programa de músicas brasileiras no Hollywood Bowl. Com uma audiência que superava 14 mil pessoas, o programa homenageava grandes nomes da fusão "jazz-Bossa" e era televisionado globalmente.

Atualmente vive em Los Angeles, na California, aonde trabalha como orquestrador de trilha-sonora de longa-metragens, e inclui em seu curriculum filmes como Blame It on Rio e Sister Act 2: Back in the Habit (Mudança de Hábito 2, no Brasil