terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Ulisses Rocha

Violonista, compositor e arranjador, com 11 CDs gravados, Ulisses Rocha é um dos violonistas mais influentes de sua geração.

Dono de um estilo inconfundível, transita entre os mundos da música brasileira, da música erudita e do jazz, sendo reconhecido principalmente pela sua versatilidade, evidenciada nas apresentações como solista, em pequenas formações como duos ou trios, ou ainda ao lado das principais orquestras sinfônicas do País.

Em sua discografia fica clara a busca pela ruptura das fronteiras determinadas pela tradição do instrumento, pesquisando timbres, experimentando a relação entre o violão na forma acústica e associado a recursos eletrônicos, fundindo influências e redimencionando sua utilização.

Nos últimos anos vem marcando presença nos principais eventos musicais tanto no Brasil como no exterior, participando dos mais importantes festivais internacionais de jazz como os de Paris, Montreal e São Paulo , ministrando oficinas em tradicionais festivais de verão ou de inverno como os de Campos do Jordão e o IAJE (International Association for Jazz Education) em Los Angeles, no EUA.

Em suas frequentes turnês pela Europa e América, reveza-se nas as funções de solista e professor, dando recitais e master classes em países como Alemanha, Polônia, Rússia, Bélgica, Suíça, Síria, Kuwait, Zimbabwe e Cuba.

Além do trabalho próprio já participou de concertos e gravações ao lado de artistas como Al Di Meola, César Camargo Mariano, Eliane Elias, Egberto Gismonti e Hermeto Pascoal, Toquinho, Grupo Boca Livre, Zé Renato, Roberto Carlos e Gal Costa.

Ulisses desempenha também importante trabalho na área didática como professor da faculdade de Música da Unicamp.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Yuri Popoff

Nascido em Espinosa e criado em Montes Claros, Yuri Popoff iniciou seus estudos no Conservatório Lorenzo Fernandes. A sua formação acadêmica foi na Universidade Federal de Minas Gerais, com o contrabaixista Wilson Aguiar. Estudou com o professor Ykeda Makoto em São Paulo – Contrabaixista da Orquestra Sinfônica de Nova York. Atuou como profissional em 1975, na Orquestra Sinfônica de Campinas, e em 1979 se tornou integrante da Orquestra Sinfônica do Estado de Minas Gerais.
Nos anos 1980, também, inicia sua carreira de compositor, com a canção "Era só começo nosso fim". Suas composições foram gravadas por instrumentistas como Toninho Horta, Mauro Senise, Vittor Santos, Dário Galante, Esdras Ferreira (Nenem) e Marcos Suzano; por cantoras como Selma Reis, Simone Guimarães, Clara Sandroni, Angela Evans, Jackei Requer e Leny Andrade e por jazzistas como Wayne Shorter, Marck Egan, o guitarrista coreano Jack Lee, o violinista austríaco Rudi Berger e o pianista francês Manuel Rocheman.
Em 1993 recebeu o Prêmio Sharp de Música Instrumental, ao lado de Altamiro Carrilho, Paulo Moura e Hermeto Pascoal, garantindo o Prêmio Revelação com o
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elogiado CD "Catopê". Seu segundo CD "Era só começo..." foi uma produção independente, sendo lançado em 1998.
Entre 1993 e 1997 lecionou no CIGAM (Escola de Ian Guest), e ainda como professor de harmonia e arranjo em música popular nos Festivais de Ouro Preto e Internacional de Brasília. No Conservatório de Música do Rio de Janeiro coordenou o curso de Música Popular Brasileira, com Cecília Conde e Roberto Gnatali. Participou da produção de vários CD's do circuito carioca.
Sua experiência e relacionamento com o artista Toninho Horta, assim como, com integrantes do Clube da Esquina foi muito importante para sua formação e influências. Associado a isso, suas influências musicais folclóricas vindas de Mestre Zanza, Capitã Pedrina, e com sua formação acadêmica formaram e constituem grande papel em sua música autoral.
Em 1995 Yuri Popoff foi convidado pelo grupo de teatro Baiyú de Belo Horizonte para criar a trilha sonora original do espetáculo “Cuenda”, que levou ao palco a trajetória do Congado Mineiro desde a chegada dos negros africanos no Brasil até a atualidade. A peça contou com a colaboração e participação dos músicos Márcio Bahia – baterista e percuissionista - Marcílio Figueiró - violonista, Lena Horta - flautista e Chiquinho Chagas – Sanfona, nos vocais Chandra Many, Simone Guimarães e Paulo César Castilho
A partir desse, Yuri Popoff produziu a trilha musical da peça “Cuenda”, que aborda a história do Congado Mineiro. “Cuenda” resultando e vasta pesquisa sobre o tema e na produção do CD “Lua no Céu Congadeiro”, lançado em 2005, muito elogiado pela crítica e imprensa brasileira.
Yuri Popoff mergulhou fundo nas manifestações que, por mais de 300 anos, se perpetuam no interior do país antevendo-se ao interior de Minas Gerais. Esteve em Montes Claros, Januária, Minas Novas, Jequitibá, Diamantina, Milho Verde, Conselheiro Lafaiete, Francisco Sá, Ouro Preto, Pedro Leopoldo, Vespasiano, Raposos, Nova Lima, Contagem, Oliveira, e até mesmo por Belo Horizonte pesquisando as raízes do Congado mineiro.
Aproximou-se de fontes vivas, pessoas que, através da tradição oral, fazem o Congado acontecer, e o tornam atual e genuíno na tradição mineira. Os ternos e guardas que compõem o Congado tomam conta das ruas dessas cidades como louvações aos santos, num verdadeiro ritual em forma de um cortejo real festivo, capaz de atrair os olhos e corações até daqueles mais distantes de qualquer referência religiosa ou mítica.
Yuri Popoff teve contato com o universo ímpar de significações presentes no Candombe, Moçambique, Congo, Catopê, Marujada, Caboclinhos e Vilões, cada um com características e funções próprias nas festas e rituais com suas cantigas, danças, instrumentais e trajes típicos. Yuri Popoff pôde obter valiosas informações e experimentar o Congado mineiro de uma maneira intensa e muito particular. No processo de desenvolvimento da pesquisa, essas manifestações vieram a incorporar o seu universo sonoro acrescentando uma diversidade rítmica e melódica bastante distinta, abrindo uma nova perspectiva em sua produção e criação musical.
Desta pesquisa, resultaram além de dois álbuns musicais - “Catopê” e “Lua no céu congadeiro”, também o livro escrito em parceria com a pesquisadora Cecília Cavalieri França, “Festa Mestiça – O Congado na sala de aula”. Este livro tem fundamento didático, direcionado ao ensino de crianças entre 08 e 12 anos, através de educadores da área musical, de história e de artes. Propõe o ensino da história do Congado, da arte musical e plástica, através de textos, gravuras e partituras, acompanhando CD-ROM.
Profissional reconhecido pesquisou e lecionou na Universidade Estácio de Sá, dando aulas de contrabaixo e técnica instrumental por um período de 16 anos. Participou do Projeto TIM Música, 2007, como professor e maestro, dentre outras atividades formando, com alunos e membros das comunidades, apresntou um show que homenageou o movimento musical “Clube da Esquina”, com Toninho Horta, Tavinho Moura, Lô Borges, e a Orquestra Brasileira de Minas Gerais, novembro de 2007, no grande Teatro do Palácio das Artes em Belo Horizonte – MG.
Yuri Popoff integra a Orquestra Fantasma que acompanha o músico guitarrista e compositor, Toninho Horta, há mais de 25 anos. Participou de diversos festivais nacionais e internacionais de música e jazz, além de compor arranjos e harmonias em parceria com o músico.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Debora Gurgel

Debora compõe música brasileira contemporânea, com fortes raízes na música popular brasileira e na concepção jazzística de improvisação.

Suas composições, seus arranjos e seu piano estão registrados em cds autorais com formação de trio, quarteto e septeto, e em gravações de inúmeros artistas brasileiros, americanos e europeus tais como Filó Machado, Adriana Godoy, Joana Duah, Vanessa Moreno, Conrado Paulino, Ari Erev, Sandy Cressman, entre outros.

Em abril de 2017 recebeu o prêmio “Profissionais do Ano 2017” como Melhor Arranjadora e acaba de lançar o EP “Piano Solo“, com 3 composições inéditas.

Em 2016 lançou o cd “DDG4”, autoral, com o “Dani & Debora Gurgel Quarteto”, e o cd “Quatro Estações”, com o Conrao Paulino Quarteto.

Em 2015 lançou dois cds, “GARRA“, autoral e “NEON“, contendo releituras, interpretadas pelo “Dani & Debora Gurgel Quarteto“, com Debora ao piano, Dani Gurgel (voz e vocalises), Sidiel Vieira (baixo acústico) e Thiago Rabello (bateria).

Com o mesmo quarteto, lançou os cds autorais “LUZ” (2014) e “UM” (2013).

Nos últimos 6 anos tem realizado turnês internacionais levando a outros países seu trabalho autoral juntamente com o “Dani & Debora Gurgel Quarteto” em festivais, teatros e clubes de jazz. No Japão, apresentando-se no Tokyo Jazz Festival, Blue Note Tokyo, Billboard Live Osaka e em outras casas em Tokyo, Kamakura, Hamamatsu, Osaka, Nagoya e Fukuoka; nos Estados Unidos apresentando-se no Yoshi’s Oakland (San Francisco) e em outras casas em Seattle, Portland, Boston e New York; na Europa, apresentando-se na Espanha, Itália e Holanda; na América Latina, apresentando-se no Uruguay, Paraguay e Argentina, além de shows pelo Brasil afora.

Em 2012, lançou o cd autoral “Debora Gurgel” , contendo 10 composições inéditas gravadas ao vivo em estúdio em formações diversas como trio, quarteto, septeto e piano solo. Debora passeia por choros, bossas, maracatus e vários ritmos brasileiros, flertando também com o jazz e com ritmos latinos. Contando com a participação especialíssima dos músicos Thiago Rabello e Cuca Teixeira na bateria, Sidiel Vieira e Marinho Andreotti no contrabaixo acústico, Dani Gurgel em vocalises e vozes, Guilherme Ribeiro no acordeon, e Daniel D’Alcântara, Vitor Alcantara, Carlos Alberto Alcantara e Maurício “Laws” de Souza nos sopros, o trabalho mescla a liberdade de improvisação do jazz com a forma e a ternura da canção brasileira.

Também autoral, o cd “Triálogo” (2001), do trio homônimo com Itamar Collaço (baixo) e Pércio Sapia (bateria), contém 11 composições suas e foi elogiadíssimo por Cesar Camargo Mariano e outros ícones da música brasileira. Com este grupo, foi semifinalista do 7º Prêmio VISA de Música Brasileira – Edição Instrumentistas, em 2004.

Suas composições também podem ser ouvidas no cd “DICA” (2000), do grupo homônimo com Debora na flauta, Amador Longuini Jr. (piano), Itamar Collaço (baixo) e Celso de Almeida(bateria).

Faz parte do elenco de arranjadores da Orquestra Jazz Sinfônica e da Orquestra Jovem Tom Jobim tendo escrito arranjos para Fabiana Cozza, Richard Bona, Chico Pinheiro, Maurício Einhorn, Claudete Soares, Joyce Moreno, Amilton Godoy, Lilian Carmona e Dona Inah, entre outros.

Seus arranjos tem sido executados e gravados em várias formações no Brasil e no exterior, principalmente nos Estados Unidos, em instituições como Universidade do Missouri e Berklee School of Music (Boston, EUA).

Debora estudou piano e orquestração com Amilton Godoy, Roberto Sion e Fernando Mota.   Em 2012, participou de um workshop de 5 dias com o pianista americano de jazz Chick Corea, tocando e gravando com Chick Corea, John Patitucci e Antonio Sanches.

Foi professora no CLAM (escola fundada pelo Zimbo Trio) durante 11 anos e é autora de vários métodos direcionados à linguagem da música popular brasileira – para piano e instrumentos de sopro.   

Fez parte da equipe do projeto TIM- Música nas Escolas, no Auditório Ibirapuera, lecionando para os 120 alunos da orquestra do Auditório e participando da elaboração do curriculum do curso.

Fez parte da equipe de professores da Escola Municipal de Música de São Paulo, lecionando fundamentos do jazz, arranjo e improvisação para todos os instrumentos.

Nos últimos anos tem realizado workshops sobre música e composição brasileira em renomadas escolas como “Jazz School” (São Francisco, EUA), “Cornish University” (Seattle, EUA), Conservatório Dr. Carlos de Campos (Tatuí, SP, Brasil) e muitas outras.

Trabalhou com inúmeros ícones da cena musical brasileira, dentre eles Raul de Souza, Filó Machado, Zimbo Trio, Arismar do Espírito Santo, Nico Assumpção, Vinícius Dorin, Jane Duboc, Lelo Izar e Lilian Carmona.   Mantém uma intensa agenda de apresentações no Brasil em teatros e casas especializadas em música popular brasileira e jazz, e em Festivais de Jazz no Uruguay, Paraguay, Colômbia, Argentina, Japão, Espanha, Itália, Holanda e Estados Unidos.

Como pianista, atua nos grupos de Zéli Silva, Septeto S.A. (com Maurício “Laws” de Souza, Daniel D’Alcântara, Vitor Alcantara, Carlos Alberto Alcantara, Marinho Andreotti e Cuca Teixeira), Conrado Paulino Quarteto, Lelo Izar Quintet, e acompanha os cantores Dani Gurgel, Adriana Godoy, Tó Brandileone e Vinicius Calderoni, além de ter atuado como criadora, compositora, arranjadora e pianista no Triálogo (2000-2010).

Participou ativamente do projeto “Piano na Praça”, que faz parte da Virada Cultural da cidade de São Paulo, com Amilton Godoy, Nelson Ayres, Laércio de Freitas e outros pianistas, com apresentações de piano solo.

Seu piano, composições, arranjos e direção musical podem ser ouvidos nos cds de Dani Gurgel, (“Nosso”, “Agora” e “Viadutos”), Adriana Godoy (“Marco”), Vanessa Moreno, Vinicius Calderoni, Tó Brandileone, Dona Inah, Conrado Paulino, Lilian Carmona e muitos outros.



quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Zéli Silva

Zéli Silva faz música popular brasileira instrumental. A influência da canção brasileira, somada a elementos regionais e jazzísticos, gera sua música criativa e comunicativa, rica em melodias, ritmos e harmonias.Trata-se, enfim, de música popular brasileira instrumental, sempre com grande destaque para as composições, para os arranjos e para a qualidade dos instrumentistas improvisadores.

Zéli tem cinco CDs solos: o primeiro, “Voando baixo” (Lua discos-2002), e o segundo, “Em movimento” (selo Maritaca-2006), foram bastante elogiados pela crítica especializada. O terceiro CD é o “Duo” (2010), em parceria com o saxofonista Vitor Alcântara, e apresenta arranjos para o dueto com caminhos inovadores. O quarto é o CD autoral “UNA – Zéli Silva convida“, que traz o conceito e a realização da união de gerações de músicos instrumentistas.

Lançado em julho de 2016, o quinto CD é o “Agora é Sempre”, cujos detalhes podem ser apreciados em  sua própria página neste site.

Zéli integrou o grupo de música instrumental brasileira “Terra Brasil”, com o qual tem cinco CDs gravados: “Terra de Ninguém” (92) , “Tudo Bem” (95), “Mestiço” (98) e “Atlântico” (03) que foi indicado ao Grammy latino, e ainda, o CD “Questão de tempo” (05).

Como contrabaixista esteve nos trabalhos de Zé Menezes, Badi Assad, Rosa Passos, Renato Motha, Leni Andrade, Osvaldinho do acordeon, Fernanda Porto, Cida Moreira, Chico Pinheiro, Ana Luiza e Luis Felipe Gama, Nuno Mindelis, Chico Saraiva, Renato Consorte, Carlinhos Antunes, João Parahyba, Renato Anesi, Adyel Santos, Virginia Rosa, MPB4, Taciana e Edgar Scandurra, Tutti Baê, Zé Luis Mazzioti , Henri Grendl e Hector Costita.

É professor do bacharelado em instrumento e canto e leciona baixo elétrico, prática de grupo e Harmonia III nas Faculdade Santa Marcelina [FASM] e FAAM [FMU]. Além disso dá aulas particulares e ministra workshops pelo Brasil.

Publicou em 2009 o livro didático “Jazz-Harmonia e walking bass para contrabaixo vol. 1”- Editora Souza Lima.
 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Carlos Malta

O músico dos sopros Carlos Malta conhecido como O Escultor do Vento é multinstrumentista, compositor, orquestrador, educador e produtor, dono de um estilo totalmente original e criativo.
Lançou vários CDs, entre eles Rainbow, em duo com o violoncelista suíço Daniel Pezzotti, indicado ao Prêmio Sharp, “O Escultor do vento”, onde mostra algumas de suas composições, over-dubbing seus saxofones e flautas e criando uma verdadeira orquestra de sopros; Carlos Malta e Pife Muderno, indicado ao Grammy Latino e onde Malta pôde elaborar e desenvolver um nova leitura para o repertório das bandas de pífaro; Tudo Coreto, com sua banda Coreto Urbano, com sete metais e três percussões, apresentando arranjos modernos calcados na tradição das bandas do interior; Pimenta, homenagem a “Pimentinha” Elis Regina, recriando clássicos eternizados pela voz da cantora, que vai para sua 3ª edição; Pixinguinha Alma e Corpo, onde preparou 10 arranjos para sopro e quarteto de cordas sobre a obra do mestre Pixinguinha; Ponto de Bala, uma coletânea de todos os CDs citados acima, comemorando seus 10 anos de carreira solo, e em 2006 “PARU” com o Pife Muderno em homenagem a seu grande amigo Paru, pajé da tribo Yawalapiti do Alto-Xingu.
Em 2009 Malta lança novos CDs distribuídos na Dinamarca:Live Brasil com o Pife Muderno e a Big Band do Royal Conservatory of Music (Aarhus/DK); After the Carnaval em trio com o pianista dinamarques Thomas Clausen e a brasileira radicada na California Célia Malheiros; Tudo azul com seu quarteto e convidados.
Como educador, já deu aulas na Berklee School, no Conservatório da França, Universidade da Flórida e na Dinamarca, no Royal Conservatory of Music, onde em, ministrou curso de 2 meses, encerrando com um concerto de gala, como solista a frente da big band da academia. Liderando seus diferentes grupos, apresentou-se na China, França, Suíça, Inglaterra, Portugal, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Dinamarca, Suécia, África do Sul, Marrocos, Japão, Venezuela, República Dominicana e em Cuba onde tocou com Michel Legrand e Chucho Valdéz.
No Brasil, apresenta-se nas principais cenas da música instrumental do país. Sua carreira tem sido plural, com participações especiais nos shows de Bob Mc Ferryn ,Dave Matthews Band , Roberto Carlos & Caetano Veloso no tributo a Tom Jobim. Malta realizou a turnê de lançamento de seu cd TUDO AZUL, pelo Norte e Nordeste do Brasil, com patrocínio da Petrobras. Seu novo trabalho sinfônico, a Suite Os elementos em 5 movimentos, foi interpretada em primeira audição mundial pela Orquestra Petrobras Sinfônica juntamente com o Pife Muderno em um concerto memorável.
Logo após tocou com o Pife Muderno na China, no Concert Hall da Cidade Proibida, em Pequim. Recentemente Malta e seu Pife Muderno arrabataram o Carnegie Hall em Nova Iorque. Carlos Malta segue esculpindo seus múltiplos timbres nos saxofones(barítono, tenor, alto e soprano), nas flautas (soprano, alto em sol, dó, baixo, piccolo) no pife, na di-zi e no shakuhachi, traduzindo através de seu sopro, a alma da música do Brasil.
Em 2013 estreou espetáculo “Saravá – Tributo a Baden e Vinícius” numa releitura dos afro-sambas da dupla. E tocou com Dave Mathews band em turnê de verão na Flórida/EUA. Para 2014, prepara lançamento de CD ao vivo e turnê do grupo CARLOS MALTA & PIFE MUDERNO, que completarão 20 anos de carreira.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Nico Assumpção

Nascido em São Paulo em 13 de agosto de 1954, Nico Assumpção é considerado um dos maiores contrabaixistas brasileiros e do mundo. Seu pai era apaixonado pelo contrabaixo acústico e tocava o instrumento amadoramente em casa. Incentivado pelo pai Nico começou a ter aulas de violão aos dez anos de idade. Na adolecência fã de rock, Nico começou a tocar contrabaixo para preencher a vaga na banda de escola. Nunca mais largou o instrumento, dedicando a ele boa parte do seu dia.

Com dezessete anos foi estudar harmonia e composição na Califórnia, de volta ao Brasil estudou com o pianista do Zimbo Trio, Amílson Godoy e começou a ganhar seus primeiros caches como músico, tocando em casas noturnas, vinhetas comerciais e algumas gravações. Mais experiente e sem a menor dúvida de que seguiria a carreira musical, Nico foi mais uma vez aos EUA, desta vez para Nova York, onde logo estaria tocando ao lado de Don Salvador, Fred Hersch, John Hicks e Victor Lewis.

De volta ao Brasil em 1981, Nico lançou o primeiro disco brasileiro de baixo solo, ajudando a tirar o contrabaixo de lá do fundo do palco. Um depois mudou-se para o Rio de Janeiro, tornando-se um dos músicos mais requisitados tanto para gravações (participou de mais de 400 delas) como para acompanhar músicos de renome como: Marcio Montarroyos, Raphael Rabello, Hélio Delmiro, Luis Avellar, Victor Assis Brasi, Toninho Horta, entre outros, além de gravar e acompanhar grandes nomes da MPB como: Milton Nascimento, João Bosco, Edu Lobo, Caetano Veloso e Gilberto Gil, para citar alguns.

Sua carreira internacional não é menos impressionante. Nico Assumpção deve ter dado algumas dezenas de voltas no planeta, acompanhando outros músicos, gravando como convidado especial ou apresentando-se em festivais. Alguns dos grandes nomes do jazz com quem ele tocou são: Kenny Barron, Billy Cobham, Larry Coryell, Eliane Elias, Ronnie Foster, Joe Henderson, Lee Konitz, Michel Legrand, Jack DeJonhnette, Pat Metheny, Airto Moreira, Flora Purim, Sadao Watanabe e Phil Woods.

Nico Assumpção faleceu vítima de câncer em janeiro de 2001.

Cristovão Bastos

Cristovão Bastos, nascido no bairro de Marechal Hermes, na cidade do Rio de Janeiro, em 3 de dezembro de 1946, é compositor, pianista e arranjador.

Respeitado e admirado por grande parte da música brasileira, estudou teoria musical e acordeom desde cedo, formando-se aos 13 anos, quando iniciou sua carreira, tocando em bailes com a banda de “Creso Augusto”. Sua estréia como pianista foi aos 17 anos, numa boate em Cascadura, subúrbio do Rio de Janeiro. 

Foi um dos fundadores da Banda Black Rio, participando de sua primeira formação e do primeiro disco “Maria Fumaça” em 1976. No mesmo ano participou como solista, juntamente com flautista Copinha, do disco Memórias Chorando de Paulinho da Viola. 

Parceiro de grandes nomes como Chico Buarque — com quem compôs “Todo Sentimento” —, Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Luciana Rabello  e Abel Silva. Cristovão criou e assinou arranjos para discos e shows de Nana Caymmi, Edu Lobo, Elza Soares, Emílio Santiago, Fafá de Belém, Gal Costa, Nelson Gonçalves, Paulinho da Viola, Ângela Maria, Chico Buarque, entre outros. 

Algumas de suas composições estão registradas nas vozes e instrumentos de nossos maiores intérpretes, como Zezé Gonzaga, Simone, Ney Matogrosso, Maria Bethânia, Verônica Sabino, os grupos Época de Ouro e Nó em Pingo D’água, Maria Creuza, Paulinho da Viola, Elizeth Cardoso, Emílio Santiago, Zé Nogueira, Mauro Senise, Marco Pereira, entre outros. Em 1998, a cantora Clarisse Grova gravou Novos Traços, disco de músicas inéditas de Cristovão e Aldir Blanc. Barbra Streisand gravou Let´s Start Right Now, versão da música Raios de Luz parceria dele com Abel Silva, no álbum A Love Like Ours (1999). 

Com Aldir Blanc, Cristovão compôs Resposta ao Tempo, tema de abertura da minissérie Hilda Furacão, da Rede Globo (1998) e Suave Veneno, da novela Suave Veneno, Rede Globo (1999), ambas gravadas por Nana Caymmi. 

Em seus 50 anos de carreira, Cristovão recebeu diversos prêmios, entre eles oito Prêmios Sharp como compositor, arranjador, instrumentista e melhor disco instrumental, com “Bons Encontros”, em parceria com Marco Pereira; Em 2008 recebeu o Prêmio Tim, como melhor arranjador com o disco “Paulinho da Viola – Acústico MTV”. Em 2011 o Prêmio da Música Brasileira como melhor arranjador, com o disco “Tantas Marés” de Edu Lobo. 

Lançou dois discos solo, o primeiro "Avenida Brasil", em 1997 e o segundo “Gafieira Suburbana”, em 2008, contendo composições suas.